domingo, 23 de março de 2014

Dark Souls II


Introduçao
Dark Souls 2, lançado para PS3, Xbox 360 e PC é continuação direta de dois clássicos dessa geração, Demon’s Souls e Dark Souls, ambos da From Software. Tudo o que você gosta e espera de um jogo da série pode ser encontrado neste excelente título, uma jogabilidade inteligente, inimigos brutais e uma dificuldade desafiadora.

Historia
Em várias circunstâncias Dark Souls 2 parece ser uma mistura de seu antecessor com Demon’s Souls, e mesmo na história isso pode ser sentido. Semelhante ao conto do Reino de Boletaria, desta vez os jogadores são um guerreiro que foi amaldiçoado com a não-vida no Reino de Drangleic. Seu objetivo é coletar o maior número possível de almas para curar sua maldição.
Como já era esperado, a história do jogo aparece de maneira discreta, com praticamente nenhuma cutscene, ela é contada ao longo do jogo no encontro com chefes e NPCs. Apesar, de interessante, e em muitos sentidos ser a melhor da série, a história de Dark Souls 2 fica em um lugar de pouca evidência e não é o foco do jogo.

Jogabilidade
Da mesma forma que os jogos anteriores, em Dark Souls 2 você terá que explorar um mundo vasto e perigoso, enfrentando dezenas de inimigos e poderosos chefões. Esta é uma jornada que se desdobra de maneira muito lenta, dado aos frequentes encontros com os perigosos opositores e as centenas de armadilhas espalhadas pelo mundo, que lhe obrigam a nunca correr e sempre prestar atenção.
Decidir se um buraco no chão leva a um tesouro ou a um poço sem fundo é um processo que deve ser vivenciado por erro e acerto, a não ser é claro que você encontre uma mensagem de um jogador.
As lutas continuam excelentes, em todas elas você será obrigado a memorizar os padrões de ataque do seu inimigo, ser muito inteligente e comedido nas escolhas de seus ataques, desvios e do uso do escudo. O único defeito é o target lock, que às vezes, não parece se focar no oponente correto e pode lhe custar a vida em locais pequenos com múltiplos inimigos.
Dark Souls 2 possui o maior número de chefões de toda série, eles são tantos que até mesmo se tornam um problema. Muitas vezes não é possível sentir a intensidade de uma grande batalha épica quando elas ocorrem de maneira tão frequente. Apesar de no geral serem boas, também existem muitas batalhas com chefões que soam um pouco supérfluas, com inimigos que não são tão interessantes.
O modo online, onde você pode jogar ao lado de três outros jogadores e ser invadido por um inimigo continua funcionando da mesma maneira que nos jogos anteriores. Também é possível escrever mensagens e visualizar o fantasma de outros jogadores morrendo.

Ambiente
Dark Souls 2 é um jogo muito bonito, certamente ele não consegue superar os títulos que tem saído para os consoles desta nova geração, mas certamente é muito superior aos seus antecessores. Os ambientes são agora mais variados, de belíssimas praias até os sombrios castelos góticos. O mais impressionante é a presença de locais iluminados e com várias cores, como campos verdes, fugindo um pouco da tradição de cinza e trevas dos jogos anteriores.
Outro grande avanço no campo visual foi a taxa de frames, que muitas vezes deixava a desejar quando haviam muitos inimigos na tela. Dark Souls 2 parece se manter sempre em seguros 30 fps, mesmo os momentos de ação desenfreada e com múltiplos personagens na mesma cena.

Demons Souls e Dark Souls
Uma das maiores marcas de Dark Souls 2 é a mistura de elementos presentes nos dois jogos anteriores. Não é apenas a história que é reminiscente de Demon’s Souls, mas a presença de uma área que funciona como hub world também nos leva ao jogo original. Lá se reúnem praticamente todos os NPCs do jogo, e é o lugar onde é possível aprimorar suas habilidades e gastar suas almas. Não dá para dizer que isto é necessariamente uma evolução, já que uma das coisas mais incríveis sobre Dark Souls era o mundo onde tudo estava conectado, mas para facilitar a vida dos jogadores é possível se teleportar ente as diferentes fogueiras do reino.
Outra novidade interessante é o uso de tochas, que agora efetivamente são capazes de mudar o ambiente e interagir com os inimigos (já que muitos deles fogem da luz). Em compensação, segurar uma tocha significa abandonar o seu escudo, uma decisão extremamente difícil de se tomar.
Por fim, outra característica que retorna um pouco modificada de Demon’s Souls é a sua vida depois de morto. Se naquele jogo ela diminuía em 30%, neste ela se torna ligeiramente reduzida até chegar a metade da sua vida. Para restaurar seus pontos de vida, é necessário gastar um item raro (Humanity, um velho conhecido da série), esta também é a única forma de convocar outros jogadores para o seu mundo para ajudá-lo.

Conclusão


Dark Souls 2 é tudo que um jogador pode esperar de um jogo da série Souls. Extremamente desafiador, uma excelente jogabilidade e um ótimo cenário para se explorar. Você provavelmente irá morrer algumas centenas de vezes antes de chegar ao final, mas isso é o esperado. O que importa é que estas mortes nunca serão gratuitas e que você se sentirá o melhor jogador do universo quando superar cada um dos grandes desafios impostos por esse jogo. Ainda que ele não possua tantas ideias inovadoras quanto seus antecessores, ele é uma versão misturada, maior e melhor destes mesmos jogos.

The Last Of Us

Em The Last of Us, game de ação da produtora Naughty Dog exclusivo para PS3, os protagonistas Joel e Ellie lutam para sobreviver no ambiente hostil de um mundo destruído por uma terrível praga. O jogo apresenta um marco tecnológico no PS3, já que toda a qualidade gráfica vista em Uncharted 3 será empregada aqui, mas com melhorias. A movimentação dos personagens foi feita a partir de captura de movimentos dos atores, que também estão encarregados da dublagem.

Obs: se precisar de alguma informaçao sobre o game fassa o comentario

The Elder Scrolls V: Skyrim

Introduçao

Normalmente, para se fazer um review, é recomendado jogar um jogo até o final, para se ter uma boa impressão de sua experiência e passar isso para os leitores. Infelizmente isso não é possível em Skyrim, pois o jogo simplesmente não termina nunca. Trata-se de uma aventura contínua, que se renova a cada dia de uma maneira inacreditável. Um mundo vasto e que transmite uma coisa não muito comum em NPCs (personagens não jogáveis) do cenário: Vida. As pessoas nas cidades trabalhando, e indo para suas casas para uma boa noite de sono, uma rotina que se repete dia após dia dentro do jogo, e uma grande interação com o jogador.
Talvez seja essa energia que faz com que Skyrim seja um jogo tão viciante. Além de um sistema simplificado de habilidades, um gerador infinito de quests e também uma trilha sonora épica a todo momento.
A intenção de Bethesda – a desenvolvedora do jogo – com esse novo título foi clara: Deixar o jogo com uma curva de aprendizado mais simples, e ainda assim manter o complexo lore de Tamriel presente.


Jogabilidade

Também não existem certas habilidades como Athletics ou Acrobatics, tradicionais dos jogos anteriores. A escolha de raça influencia muito nas habilidades durante o jogo, pois cada uma possui uma habilidade nata diferente. Por exemplo, os High Elves podem regenerar o mana bem depressa, uma vez por dia. Os Orcs, podem entrar em um estado de fúria que os deixam mais eficientes em combates corpo-a-corpo. Nords possuem uma resistência de 50% ao elemento gelo, e assim por diante.
Ainda assim, é possível fazer um Mago Orc, ou um Elfo guerreiro. As escolhas mais importantes não são feitas durante a criação de seu personagem, mas sim quando você já está solto emSkyrim, fazendo suas aventuras e ganhando níveis. Cada habilidade pode ser aprendida individualmente, ou seja, você pode treinar furtividade se escondendo de pessoas, e assim elevar apenas a sua habilidade furtiva. Ou então, usar muito arco e flecha e assim aumentar sua perícia com essa arma.


Ambiente

O ponto mais forte de Skyrim é a sensação de liberdade em um mundo tão vasto e cheio de coisas para se fazer. Não existem rotinas em Skyrim. Você pode fazer a quest principal, onde você aprende um pouco sobre seu dom por ser um Dragonborn, ou você pode deixar isso de lado a qualquer momento e apenas explorar a paisagem sem objetivo algum. Mas não confundam as coisas: Andar sem rumo é algo que acontece por pouco tempo, pois eventualmente, aparece uma caverna ainda não explorada em seu caminho, e uma nova aventura terá início.


Defeitos

O mundo de Skyrim é literalmente, enorme. E com tantos detalhes em um terreno tão grande, a chance do jogador encontrar bugs e glitches é bem maior. Como todo jogo da Bethesda que segue o mesmo estilo, os antigos Elder Scrolls, e também Fallout 3 (que tem certas semelhanças em sua interface devido ao mesmo motor gráfico de Skyrim) também tinham muitos “pequenos defeitos” no cenário.


Infelizmente, mesmo com várias atualizações vindas dos produtores, os problemas nunca são sanados completamente, mas em contrapartida, nunca estragam a experiência tão boa que se tem ao jogar.
Infelizmente, mesmo com várias atualizações vindas dos produtores, os problemas nunca são sanados completamente, mas em contrapartida, nunca estragam a experiência tão boa que se tem ao jogar.


Gráficos

Os gráficos de Skyrim são os mais bonitos já vistos na franquia Elder Scrolls. As texturas dos personagens ficaram muito detalhadas, podemos ver manchas de sujeira nos corpos, ou até mesmo suor. E os rostos realmente lembram rostos de pessoas de verdade.
O ambiente também não deixa a desejar na qualidade gráfica. As árvores são realistas, as flores no chão (que podem ser coletadas como ingredientes de alquimia), as variações climáticas… Tudo isso colabora para que o jogador se sinta ainda mais à vontade em um mundo que esbanja beleza e ao mesmo tempo perigos a cada canto.


Conclusão



Mesmo com suas mudanças e problemas relacionados ao combate e sua inteligência artificial, bugs no cenário e outros detalhes que podem ser corrigidos com atualizações, os defeitos presentes em Skyrim não tiram dele os seus pontos mais fortes: A sensação de liberdade e a narrativa. A possibilidade de você criar qualquer tipo de personagem e se comportar de maneiras diferentes a cada partida, as histórias paralelas que também são enormes (Exemplo: Thief’s Guield, The Dark Brotherhood) e que mostram outras facetas de um enredo gigantesco, completo e coeso, fazem com que The Elder Scrolls V: Skyrimesteja na lista dos melhores RPGs que você poderá ter jogado em sua vida.